Meu pé, meu querido pé: O Retorno!
por Canela
A maratona salseira não seria obrigatoriamente cansativa se não tivesse acumulado tantos hematomas no mesmo pé: o esquerdo. "Ora, por que o esquerdo?" podem perguntar algumas pessoas, e eu respondo: na contagem da salsa, o pé esquerdo que vai à frente, certo? Pois bem, homens, cavalheiros, condutores e afins: se na dança são vocês quem mandam e fazem questão de nos lembrar disso o tempo inteiro, que tal ter um pouco mais de cuidado com relação ao espaço e ao perímetro em que ocupa ao dançar com sua parceira na pista?Calma que titia Canela explica: ao ser conduzida, entre rodopios e passagens é muito difícil ter idéia do que está acontecendo com os outros casais na pista, logo, ficamos literalmente em vossas mãos e os nossos pés à mercê de saltos - pontiagudos! - ao nosso redor. É tudo uma questão de encaixe, da mesma maneira em que posso pisar em alguém, também posso sofrer do mesmo mal.
Entendo que esta habilidade de "cuidar" da parceira é adquirida com o tempo e experiência. Mas percebo que acidentes assim ocorrem principalmente quando o condutor está mais preocupado em exibir a coreografia que aprendeu do que dançar com emoção e musicalidade. Portanto, cavalheiros, deixem de exibicionismo e aproveitem melhor o momento enquanto dançam. As damas e seus respectivos pés, agradecem!


O Afrokubano



















1 Comentários
Pois é Canela! Seus posts sempre pegando na ferida ! Novamente lá vai eu aqui com uma humilde opinião alheia.
Tenho que concordar que seu post está 100% coerente com a realidade. Ouço sempre, pista cheia e música rápida faça passos pequenos e conduza menor ainda mas o suficiente para a dama entender o que ela precisa fazer! Quantas vezes cansei de rodar uma dama de um lado para o outro e quase no final do giro como numa brutalidade "soft" pego a cintura, costas, escápula (onde for possível) na dama e a puxo de volta para mim pois, o strike seria inevitável.
O resultado? Risadas e risadas...! E, ou a dama ja sabe o que aconteceu, ou seja, foi gentilmente evitada de uma colisão e estå a agradecer seu parceiro pela proteção, ou não sabe de nada que aconteceu e mesmo assim gostou achando que foi uma improvisada daquelas!
Cavalheiros, vamos proteger nossas damas! Afinal dançamos para elas aparecerem, se nós conseguirmos exibir nossas damas, com certeza seremos vistos com bons olhos de bons condutores.
Aí fica a critério de cada um aprender a fazer o seu e sutilmente exibir o charme mas sempre dando destaque a elas.
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